sábado, 30 de maio de 2009

HISTÓRIA DO BRASIL

VOCÊ SABIA QUE O
DINHEIRO COLONIAL MAL
CABIA NA CARTEIRA?

Ilustração Lula


Nem sempre o dinheiro foi assim do jeito que conhecemos hoje. Na época em que o Brasil era colônia de Portugal - o que começou no século 16 e foi até o início do século 19 -, produtos agrícolas e metais valiam como dinheiro. Com o tempo, o dinheiro foi mudando, sendo padronizado até, digamos, caber na carteira.
Veja só que curioso: para muitos historiadores a primeira moeda a circular no Brasil era doce, isso porque como o principal item de exportação do Brasil Colonial era o açúcar, passou a ser ele a principal moeda de troca nas negociações. Se você está pensando que em vez de levar notas e moedas na carteira as pessoas carregavam sacos e mais sacos de açúcar quando queriam comprar algo, acertou em cheio! Da mesma forma, o tabaco, o ouro e a prata também foram elementos de troca.
Paralelamente a esses produtos, circulavam algumas moedas semelhantes às que conhecemos hoje, mas eram artigo raro! Numa população formada, em sua maioria, por escravos e pessoas muito pobres, esse tipo de dinheiro se restringia aos mais nobres. Essas primeiras moedas a circular no Brasil Colônia eram prensadas na Capitania de São Vicente – região onde hoje fica a cidade de Santos, no estado de São Paulo. Elas eram feitas de ouro e chamadas de são-vicentes e meio são-vicentes.
Com a chegada da Família Real portuguesa, em 1808, a procura por moedas aumentou. Isso porque toda a Corte veio para a colônia, principalmente para o Rio de Janeiro, que se tornou a sede do governo português. D. João VI, o rei, autorizou a confecção do dinheiro real — feito em ouro, prata e cobre, de formato circular e em tamanhos variados. As moedas mais valiosas eram as de ouro e prata; as de cobre, de menor valor, eram usadas na compra de miudezas.
Mais tarde, o papel-moeda também foi emitido, o que resultou na fundação do Banco do Brasil, que existe até hoje e é o primeiro banco do país. O dinheiro de papel era, na verdade, uma espécie de bilhete no qual se podia escrever a quantia e assinar, como na folha de cheque atual. E foi assim que o dinheiro começou a caber na carteira...
Carlos Gabriel Guímarães,
Departamento de História,
Universidade Federal Fluminense.

CIÊNCIA HOJE – 2ª Edição -maio/08. p. 07

200 anos da chegada da

família real ao Brasil



CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA
UM PRESENTE PARA O FUTURO


A mais recente Constituição brasileira, a lei máxima do nosso país, completou 20 anos em 2008.
... Os militares governaram o Brasil de 1964 a 1985, instalaram o chamado regime ditatorial. A ditadura militar restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos contrários aos seus ideais. Não havia mais liberdade expressão, mas há quem diga que este foi um período em que o país se desenvolveu muito do ponto de vista econômico. Será?


No passado

Constituições não faltam na história do Brasil. A primeira surgiu em 1824, quando o país ainda era um Império. A segunda chegou em 1891, com o Início da República. Depois, houve as constituições de 1934, 1939, 1946, 1967 e, por fim, de 1988. Houve, ainda, uma emenda à Constituição de 1967 que valeu como uma Constituição propriamente dita em 1969. Vamos, então, conhecer curiosidades de algumas Constituições brasileiras?

* Para eleger os representantes da população que fariam a Constituição de 1824, só os homens podiam votar e apenas os que tinham uma certa renda, medida pela quantidade de mandioca que a pessoa podia comprar. Por isso, a Constituição de 1824 ficou conhecida como a Constituição da Mandioca.
* A Constituição de 1891 também previa que apenas os homens podiam votar, mas os analfabetos, não. Por conta disso, poucos brasileiros podiam ir às urnas para eleger os seus representantes.
* As mulheres puderam votar para eleger os representantes que teriam a missão de criar a Constituição de 1934.
* A Constituição de 1937 ficou conhecida como “A Polaca”, pois imitava a de países que tinham governos autoritários na época, como a Polônia.
* A Constituição de 1824 durou 65 anos, a da República durou 39 anos e a de 1988 já tem 20 anos.
* Existem partes da Constituição Federal de 1988 que não podem ser alteradas. Por exemplo, a que cuida dos direitos fundamentais dos cidadãos, a que estabelece que o Brasil é uma República — ou seja, um país governado por meio de representantes do povo, que trabalham para atender ao interesse geral dos cidadãos — e a que o define como uma Federação — isto é, uma nação em que os estados têm certa autonomia, podendo ter leis e governantes próprios.
CIÊNCIA HOJE – 2ª Edição - Nov/08. p. 3

sexta-feira, 29 de maio de 2009

9º Ano ( 8ª Série )

O que significa ser jovem?
1- Uma fase da vida que vai dos 12 aos 18 anos.
2- Um período de crises pessoais.
3- Um período de transição entre a infância e a vida adulta.
4- O momento mais importante da minha vida, de aproveitar o máximo que puder.
5- Uma fase que eu gostaria que passasse o mais rápido possível.
6- O momento de começar a ter responsabilidades e pensar sobre o que fazer no futuro.
7- Um maravilhoso momento de rebeldia e contestação ao mundo dos adultos.
O que é a História?
1- Uma disciplina escolar e nada mais.
2- Uma fonte de emoções e de aventuras que fascina e estimula minha imaginação.
3- Uma chance para que eu aprenda a partir dos insucessos e sucessos dos outros.
4- Alguma coisa de morte e de passado, que nada tem a ver com a minha vida atual.
5- Um certo número de exemplos instrutivos daquilo que é bom ou mau, bondade ou maldade.
6- É aquilo que mostra os antecedentes do modo de vida atual e explica os problemas de hoje.
7- Uma acumulação de crueldades e de catástrofes.
8- Um meio de aprender minha própria vida como parte da mudança histórica.
Historiar – Fazendo,Contando e narrando aHistória – SP 2005 - Dora Schmidt


ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Lei 8.069, de 13 de julho de 1990.
(...)
Art. 2.º Considera-se criança, para os efeitos desta lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.


O IMPERIALISMO
Durante o século XIX a industrialização se generalizou na Europa, estimulando o progresso técnico e a concorrência.
Os investimentos precisavam ser cada vez maiores. As pequenas empresas eram engolidas pelas maiores, ocorrendo uma formidável concentração de capital e surgindo poderosos grupos econômicos.
Com a ascensão burguesa ao poder o Estado se identificou cada vez mais com os interesses capitalistas, determinando a política interna e externa dos países europeus.
Por isso a competição entre as empresas se refletia na rivalidade entre as potências.
As unificações alemã e italiana e a emergência industrial dos Estados Unidos e do Japão acirraram essa rivalidade.
Mercados para escoar a produção cada vez maior, matérias-primas para as indústrias e novas oportunidades para investimentos lucrativos eram as necessidades do capitalismo que explicam o novo colonialismo, também conhecido como imperialismo.
Ele consiste, basicamente, no controle de vastas áreas do globo pelas potências industriais.
Nas áreas habitadas por sociedades tribais esse controle se dava através da ocupação por colonos europeus e pela implantação de uma administração colonial. Isso ocorreu, principalmente, na África.
Outra forma de dominação foi através dos protetorados. Impunha-se aos governos locais um aparato administrativo e militar que passava a ser o verdadeiro poder.
Foi comum também a imposição de tratados econômicos que davam grandes vantagens às empresas dos países imperialistas.
Outra forma de controle era através da manipulação dos preços internacionais de produtos primários, de empréstimos e investimentos em áreas estratégicas nos países da área colonial: transporte, mineração... Isso ocorreu principalmente na América Latina.
Atividades c/ mapas de História 4: Moderna e Contemporânea / Diva Felipe O imperialismo reorganizou o espaço mundial segundo os interesses das potências industriais. Mas essas potências nunca estavam satisfeitas e olhavam com inveja os domínios uma das outras. Era o prenúncio de uma guerra de grandes proporções.


Responda
a. Quais são os interesses capitalistas que explicam o imperialismo?
b. Defina imperialismo.


O coronel


Socialmente o coronel exerce uma série de funções que o fazem temido e obedecido, o que ele deve aos seus dotes pessoais, e não ideológicos. É o chefe do clã, título que engloba “não só a família que lhe segue e obedece as pegadas mais próximas, mas o cabroal que vive em função do seu prestígio, da sua força, do seu dinheiro”. Aos agregados, ele dispensa favores: dá-lhes terras, tira-os da cadeia e ajuda-os quando doentes; em compensação exige fidelidade, serviços, permanência infinita em suas terras, participação nos grupos armados etc. Aos familiares e amigos ele distribui empregos públicos, empresta dinheiro, obtém créditos; protege-os das autoridades policiais e jurídicas; ajuda-os a fugir dos compromissos fiscais do Estado etc.
Adaptado de Edgard Carone. A República Velha; instituições e classes sociais, 2. ed., São Paulo, Difel, 1972.




a) O que engloba o título chefe do clã, dado ao coronel? A família e todos aqueles que vivem em função do seu prestígio, da sua força, do seu dinheiro.


b) Que tipo de favores o coronel dispensa a seus agregados? O que exige em troca? Dá-lhes terras, tira-os da cadeia e ajuda-os quando doentes. Exige em troca fidelidade, serviços, permanência em suas terras, participação nos grupos armados etc.
História do Brasil Francisco de Assis Silva Caderno de ativ. Pág. 31
O coronelismo

O coronelismo dominou no Brasil principalmente durante a Primeira República (1889-1930). Mas, ainda hoje existem na política brasileira certos traços do coronelismo.
Veja no texto abaixo como funciona o coronelismo e o que mudou ou não mudou em relação à política dominante no tempo dos coronéis.

O coronelismo, que teve forte influência na vida do país, da proclamação da República até por volta de 1930, tinha como traço fundamental a concentração da propriedade da terra em mãos de poucos, de quem dependia inteiramente a massa de trabalhadores rurais, que vivia em precárias condições.
Com base nesse fato se estabelecia o seguinte círculo vicioso, pelo qual os mesmos grupos se perpetuavam no poder: o coronel era dono dos votos dos seus dependente/com esses votos garantiam a eleição das autoridades nas esferas estadual e federal/os eleitos, por sua vez, favoreciam os municípios através da intermediação dos chefes locais/que assim continuavam a ter o comando do eleitorado.
O coronelismo foi mais poderoso nas regiões mais isoladas, menos urbanizadas, mais distantes e atrasadas do país. Da mesma forma, hoje, os resíduos dele persistem mais nas regiões que reúnem as condições citadas.
De um modo geral é certo que estão presentes na vida do país, ainda hoje, alguns componentes do coronelismo. Porém, muita coisa mudou bastante. Vejamos isso em resumo:
1) A maior parte da população que outrora vivia no campo, hoje se concentra nas cidades. Isso reduz muito a dependência do trabalhador em relação ao seu patrão, apesar de ainda persistir a divisão entre poucos ricos e muitos pobres;
2) A partir de 1932, a legislação eleitoral vem sendo aprimorada. Algumas medidas garantem resultados mais honestos. Uma das principais é o voto secreto;
3) Há hoje tribunais eleitorais e uma justiça eleitoral específica e razoavelmente independente. De seu lado a polícia pouca interferência tem no processo eleitoral;
4) É inegável a existência, ainda hoje, da barganha de favores entre o poder municipal e o governo estadual. Prova disso é que, mal empossado, o novo governador dá início ao festival de distribuição de cargos públicos em pagamento do apoio recebido. Outra prova é a forma de pensar do eleitorado nas eleições municipais: acredita na vantagem de votar no candidato que “reza na cartilha do governador”, como único meio de conseguir benefícios para a cidade;
5) Isso também prova que o município continua sendo pobre e, por isso, dependente, em virtude de uma injusta distribuição da receita tributária: a “parte do leão” ainda fica para o Estado e a União;
6) Com o aumento da população, o direito de voto dado ao analfabeto e a mulher, o voto obrigatório, o número de eleitores cresceu muito. Isso também torna muito mais difícil o controle e a manipulação dos resultados;
7) Os meios de comunicação de massa, jornais, rádio e, principalmente, a televisão, têm uma força muito grande na formação da opinião do eleitor. Os candidatos empregam grandes fortunas nas suas campanhas, em propaganda, em doações para grupos e pessoas, em brindes, etc. Desse modo, os resultados, antes falseados pela fraude, hoje são fortemente determinados pela fortuna despendida pelos candidatos.
(Rodolpho Telarolli. Programa de qualificação do Ensino de História no 1º grau. Araraquara, Unesp, caderno 12. p. 14)


Atividades sobre o texto
1- Qual o círculo vicioso do coronelismo pelo qual os mesmos grupos se perpetuavam no poder durante a Primeira República?
2- Em relação à população e ao sistema eleitoral da Primeira República, o que mudou?
3- Que características da organização política do Brasil atual são semelhantes às da Primeira República?
Pilletti, Nelson
História e vida integrada : livro do professor /
Nelson Piletti, Claudino Pilleti. –Nova ed. reform.
E atua. – São Paulo : Ática, 2005 (Pág. 42)

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O principal motivo para o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi a rivalidade entre as nações imperialistas. Em nome dos ideais nacionalistas, os soldados se trucidaram nos campos de batalha.
A burguesia sonhou com os lucros, mas a guerra trouxe a realidade da fome, da desgraça e da morte para os trabalhadores.
A entrada dos Estados Unidos da América (EUA) no conflito (1917) decidiu a guerra a favor da França e da Inglaterra. No final, os EUA saíram como a maior potência econômica mundial. Estava começando o século XX.

As guerras podem acontecer por várias razões. Mas, com certeza, o motivo econômico foi decisivo para a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O interesse dos governos dos países imperialistas em dominar áreas e mercados, além das chances de lucro dos grandes monopólios, empurraram para o campo de batalha milhões de homens embriagados com os ideais de “patriotismo”.
Mário Schmidt
Nova História Crítica
Pág. 22 - 23

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

A Primeira Guerra Mundial foi decorrência, antes de tudo, das tensões internacionais advindas das disputas por áreas coloniais. Dos vários fatores que desencadearam o conflito destacaram-se o revanchismo francês, a Questão da Alsácia-Lorena, a Questão Marroquina e a Questão Balcânica.
A Alemanha, após a unificação política, passou a reivindicar áreas coloniais e a contestar a hegemonia internacional inglesa, favorecendo a formação de blocos antagônicos. Constituíram-se, assim, a Tríplice Aliança, formada pela Alemanha, Áustria-Hungria e Itália, e a Tríplice Entente, composta pela Inglaterra, França e Rússia.
Os blocos rivalizavam-se política e militarmente, até que, em 1914, surgiu o motivo imediato que fez eclodir a Primeira Guerra Mundial: o assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro, na cidade de Sarajevo, capital da Bósnia. À declaração de guerra da Áustria à Sérvia seguiram-se outras, formando-se assim o bloco Aliado, com os países de Entente, e o bloco Alemão ou das Potências Centrais.
O conflito iniciou-se como uma guerra de movimento para depois transformar-se numa guerra de trincheiras. Em 1917 os Estados Unidos entraram na guerra ao lado dos Aliados, enquanto, no mesmo ano, a Rússia, em meio á Revolução Bolchevique, retirava-se.
Os reforços norte-americanos foram suficientes para acelerar o esgotamento do bloco Alemão, até que, em novembro de 1918 a Alemanha assinou sua rendição. No ano seguinte foi assinado o Tratado de Versalhes, que estabeleceu sanções à Alemanha e a criação de um organismo internacional ao qual caberia zelar pela paz mundial. Considerando apenas três dos 14 pontos propostos pelo presidente Wilson, o Tratado de Versalhes determinou punições humilhantes aos alemães, semeando o revanchismo que, anos depois, desencadearia um confronto de conseqüências ainda mais desastrosas.
A Primeira Guerra provocou uma profunda alteração na ordem mundial: os Estados Unidos emergiram como principal potência econômica internacional, suplantando a tradicional hegemonia européia; novas nações surgiram do desmembramento do Império Austro-húngaro e Turco; e surgiu um novo regime de inspiração marxista na Rússia.
As duras marcas deixadas pela guerra motivaram diversas crises econômicas e políticas nos 20 anos seguintes, forjando as razões para o início de uma guerra ainda mais terrível: a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).

Por que os homens fazem as guerras? Por que matar pessoas que nunca viram antes? Por que os indivíduos aceitam partir para o campo de batalha apesar de saberem que a maioria não voltará viva? Que tipo de heroísmo e glória há em fazer com que tantas crianças fiquem órfãs, tantos pais percam seus filhos queridos, tantas mulheres fiquem viúvas? Perguntas...
Mário Schmidt
Nova História Crítica
Pág. 22 - 23

A CRISE DE 1929

Os economistas e professores universitários norte-americanos Hunt e Sherman analisaram a crise de 29 nos EUA. Observe que os autores têm uma postura bem crítica em relação à sociedade capitalista:

“(...) o produto industrial norte-americano cresceu continuamente durante a década de 1920, alcançando níveis sem paralelo em todo o mundo. (...) Essa era de prosperidade e abundância econômica foi subitamente interrompida, em 24 de outubro de 1929. Nesse dia, que ficou conhecido como ‘a quinta-feira negra’, o valor dos títulos negociados na bolsa de Nova York iniciou uma trajetória descendente, abalando profundamente todos os negócios. Os empresários, atemorizados e descrentes, efetuaram cortes drásticos na produção e nos investimentos. A conseqüência disso foi o declínio da renda nacional e o desemprego em massa, o que, por sua vez, minou ainda mais a confiança na economia. Enquanto perdurou esse círculo vicioso, milhares de corporações faliram, milhões de trabalhadores foram para a rua. (...) Cerca de um quarto das pessoas viu-se privado dos meios necessários para garantir a sobrevivência. (...) Particularmente duros foram os efeitos da crise para os negros e outros grupos minoritários. (...)
O que provocara redução tão drástica da produção de bens e serviços? Recursos naturais havia em tanta abundância quanto antes. O país conservava a mesma quantidade de fábricas, ferramentas e máquinas. A população não perdera sua capacidade de trabalho, tampouco seu desejo de trabalhar. Ainda assim, milhões de trabalhadores e suas famílias mendigavam, roubavam ou engrossavam longas filas para obter uma ninharia qualquer a título de caridade. Enquanto isso, milhares de fábricas permaneciam paralisadas ou operavam muito abaixo de sua capacidade. A explicação deve ser procurada nas instituições do sistema capitalista. As fábricas poderiam ser reabertas para que os homens voltassem a trabalhar. Não foram, porque não era lucrativo para os empresários reabri-las. Em uma economia capitalista, as decisões concernentes à produção baseiam-se, antes de tudo, no princípio do lucro, não nas necessidades do homem. (...)
A causa socialista ganhou muitos adeptos na década de 1930. Enquanto o mundo capitalista debatia-se no que foi talvez sua mais violenta depressão, a economia soviética crescia em ritmo acelerado.”
(SHERMAN, Howard J. & SHERMAN, E. K. História do pensamento econômico. 2º ed. Petrópolis: Vozes, 1978, pp. 164-166.)

A partir do que é apresentado pelos autores do texto acima, procure responder:


1- Durante a década de 20, a economia dos EUA apresentou algum desenvolvimento?
2- Quando o valor das ações na bolsa de valores começou a cair, em 1929, o que fizeram os empresários em relação aos investimentos e à produção?
3- Se um empresário investe menos e diminui a produção de suas empresas, ele mantém os empregados ou os despede?
4- Suponha que um empresário tenha uma fábrica de pneus. Se houver uma crise na produção de automóveis, sua fábrica continuará vendendo a mesma quantidade de pneus de antes?
5- Compare a situação dos operários brancos com a dos operários negros nos EUA durante a crise.
6- Depois da crise de 29, os recursos naturais (quantidade de matéria-prima e de energia disponíveis), a quantidade de fábricas e equipamentos industriais e o número de trabalhadores prontos para o serviço tinham diminuído?
7- Por que as fábricas não eram reabertas?
8- Durante a Grande Depressão, a partir de 1929, a economia de todos os países capitalistas viveu grandes dificuldades. Na mesma época, como era o desempenho econômico da URSS?


Respostas
1- Nos anos 20 o crescimento da economia norte-americana foi espetacular.
2- Apavorados com a crise, os empresários começaram a cortar os investimentos e a produção.
3- Despede. Esse é um dos efeitos imediatos da crise: o desemprego.
4. Claro que não. Ele não produzirá pneus que não poderá vender.
5. Os negros sofreram com a crise mais do que os brancos. Por preconceito racial, os patrões demitiam primeiro os negros e só depois os brancos. Além disso, em média, os salários dos negros eram inferiores aos dos brancos.
6. De modo algum. As fábricas, as máquinas e as matérias-primas continuavam abundantes. Havia fábricas completas que estavam fechadas Também havia muitos trabalhadores desempregados, prontos para entrar na fábrica e mover as máquinas.
7. A crise impedia que as fábricas fossem reativadas. Afinal, de que adiantaria produzir se não haveria como vender?
8. A URSS vivia um crescimento econômico espetacular e o desemprego praticamente não existia. Como a economia da URSS não era capitalista, não estava sujeita às oscilações do mercado. A produção era planificada pelo Estado e portanto não havia risco de superprodução. Além disso, o comércio da URSS com o resto do mundo era pequeno esse isolamento também contribuiu para que o país não sentisse os efeitos da crise mundial.

Schmidt, Mario Furley
Nova história crítica / Mario Furley Schmidt.
-- São Paulo ; Nova Geração, 1999 (P.122 e 123)

O Estado novo e a Segunda Guerra Mundial

De 1939 a 1945, o mundo foi abalado pela Segunda Guerra Mundial. Dois grandes grupos de nações se enfrentavam: de um lado, as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão); do outro, as potências Aliadas (lideradas pela Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética).
Getúlio Vargas procurou manter o Brasil em posição de neutralidade e, com isso, tirar proveito do conflito mundial para obter vantagens econômicas para o país. Em seu ministério, havia tanto simpatizantes das potências do Eixo (como o ministro da Justiça Francisco Campos) como defensores das potências Aliadas (como o ministro do Exterior Oswaldo Aranha).
A partir de 1941, o Brasil passou a fazer acordos apoiando os Aliados.
Em troca de seu apoio, o governo Vargas conseguiu arrancar dos Estados Uni­dos grande parte do financiamento que necessitava para a construção da Usina de Volta Redonda, obra de grande importância para a industrialização do país. De sua parte, o Brasil comprometeu-se a fornecer borracha e minério de ferro para os Aliados e permitiu que militares norte-americanos fossem enviados para bases militares instaladas no nordeste.
A Alemanha logo reagiu à cooperação do Brasil com os Aliados. Entre fe­vereiro e agosto de 1942, submarinos alemães torpedearam nove navios brasilei­ros, afundando-os e matando mais de 600 pessoas. A agressão militar nazista provocou indignação nacional. Multidões se reuniram em várias capitais pedin­do guerra e vingança contra os alemães.
Em 31 de agosto de 1942, Getúlio declarou guerra às potências do Eixo, e, aos poucos, o Brasil começou a preparar um plano para enviar soldados brasilei­ros aos campos de batalha.
Em 1944, partiram para a guerra as primeiras tropas da FEB - Força Ex­pedicionária Brasileira. Comandada pelo general Mascarenhas de Morais, a FEB deslocou para a Itália mais de 25 mil soldados, que participaram de diversas ba­talhas como as de Monte Castelo, Castelnuovo, Collechio e Fornovo.
História e Consciência do Brasil - Gilberto Cotrim
2º grau -7ª edição – 1999 Editora Saraiva

8º Ano ( 7ª Série )




O conceito de história



(Machado de Oliveira, CristinaG.)





Podemos definir o conceito de história como sendo o desencadeamento geral das ações humanas, ou seja, são os fatos que se sucedem ininterruptamente, de modo a constituírem uma corrente contínua. Enfim, a palavra história refere-se especialmente ao conhecimento sistematizado dos eventos principais relativos à humanidade ou a uma parte dela. (http://www.filosofiavirtual.pro.br/historiamarx.htm)
Pássaros constroem ninhos, aranhas tecem teias, abelhas fazem colméias, castores constroem diques sempre da mesma forma que faziam essas atividades no passado.
Assim, a vida dos outros animais, é uma eterna repetição. Seu saber instintivo reproduz sempre o passado de sua espécie.
Já o ser humano realiza mudanças na sua forma de viver no mundo. Por ter um saber reflexivo, o homem observa, analisa e julga o mundo em que vive. Ele não é um prisioneiro do passado. Ele tem a capacidade de questionar o passado, de modificar o presente e de planejar o futuro. O homem tem história e faz história. Isso significa que ele ajuda a construir o mundo de seu tempo.
Gilberto Cotrim
HISTÓRIA E CONSCIÊNCIA
DO MUNDO - P. 12






AMÉRICA






Antes da chegada dos europeus, o continente americano reunia povos com grande diversidade cultural. Eram cerca de 40 milhões de pessoas. Em 1492, quando os primeiros barcos vindos da Europa lançaram âncora na costa americana, teve início uma grande transformação. A maior, talvez, de todos os tempos.
Mais de 30 milhões de nativos, chamados de índios pelo conquistador, foram mortos nos primeiros tempos da colonização. Culturas milenares desapareceram enquanto milhões de pessoas eram trazidas da África, à força, na condição de escravos.
História Hoje
Oldimar P. Cardoso
P. 104 – Edit. Ática Assim se construiu a nova América.

















COMO TÃO POUCOS DERROTARAM TANTOS?

Cortês chegou ao México com pouco mais de quinhentos soldados e Pizarro entrou no Peru com cerca de 180 homens. Como tão poucos espanhóis conseguiram derrotar milhares de astecas e incas? Existem várias razões para a vitória dos espanhóis. Vamos enumerar algumas delas:
1- A superioridade bélica: Os espanhóis, além de espadas e armaduras, tinham armas de fogo com poder destrutivo muito superior que as dos indígenas e que impressionavam pelo barulho que faziam. Contavam ainda com cavalos, animais que os astecas e os incas nunca tinham visto e que, a princípio, os aterrorizaram. Os nativos da América pensavam que cavalo e cavaleiro eram um único ser.
2- Doenças: As doenças trazidas pelos espanhóis, como sarampo, varíola e gripe, mataram mais que as armas, pois os indígenas não tinham defesas contra tais doenças. O sucessor de Montezuma foi uma dessas vítimas: reinou oitenta dias e morreu de varíola.
3- A insatisfação dos povos dominados: Tanto os astecas quanto os incas tinham inimigos internos, e os espanhóis souberam tirar proveito disso aliando-se a eles. Na conquista do México, por exemplo, Cortés contou com a ajuda de cerca de 150 mil combatentes indígenas.
4- Diferentes visões de mundo: O modo de pensar e de agir dos espanhóis era incompreensível para os indígenas. Os conquistadores mentiam, trapaceavam e não obedeciam às regras de guerra existentes nas sociedades asteca e inca. A derrota era interpretada pelos astecas como castigo divino, enquanto os espanhóis buscavam explicações racionais para ela. Um exemplo dessa diferença de comportamento: Atahualpa estranhou ter continuado prisioneiro após o pagamento do resgate, pois para o indígena era inconcebível um líder não honrar um compromisso.
5- Os espanhóis sabiam muito mais sobre os astecas e incas do que estes sobre eles: Os intérpretes e guias indígenas deram grande vantagem aos espanhóis, que aproveitaram o conhecimento dos pontos fracos dos indígenas para estimular a discórdia e a guerra entre eles.
Enfim, armas de fogo, doenças e maior informação sobre o adversário garantiram a vitória dos espanhóis. A conquista da América envolveu um violento choque entre povos e culturas. Esse choque custou o desaparecimento de várias civilizações indígenas e a escravização ou morte de milhões de nativos.









História
Sociedade& Cidadania
Alfredo Boulos Pág. 198
A luta entre soldados espanhóis e guerreiros nativos sempre foi desigual. Os espanhóis usavam poderosas armas de fogo contra os indígenas, armados de lanças e flechas, estudavam minuciosamente a região antes de qualquer batalha, utilizavam intérpretes e guerreiros indígenas para lutar a seu lada.









Trabalhos a serem aplicados em sala de Aula
HISTÓRIA / 2009






EEB “IRMÃ EDVIGES- MINA UNIÃO
CRICIÚMA SC
PROFESSOR: Clemente Borges
Objetivo Geral dos Trabalhos
Refletir sobre:
A reflexão e o questionamento.
A vivência e a convivência.
As diferenças individuais.
O desempenho individual e do grupo.
As trocas de experiências.

1º Semestre
Trabalho em equipe
FORMAS DE APRESENTAÇÃO
O Aluno define o tipo de trabalho e escolhe os colegas ( que moram próximos a sua casa ) que irão desenvolver os trabalhos ( 5 alunos )
Teatro — Jornalismo — Entrevistas — gravação em: vídeo, DVD, CD — Gráficos — Músicas e outros a critério de cada equipe







AVALIAÇÃO
Trabalho escrito (O mínimo de três fontes bibliográficas) — Organização — Criatividade
Cada equipe avaliará o trabalho apresentado da outra equipe (10 itens a serem avaliados).
Também será feito uma avaliação pelo professor seguindo os critérios pedagógicos.

Critérios para a avaliação
União da Equipe - Apresentação no dia - Disciplina - No tempo adequado - Material utilizado - Domínio do conteúdo - Trabalho escrito - Clareza na apresentação - Criatividade - e o último a critério da equipe.






OBJETIVOS

Estimular o aluno a alcançar os seguintes objetivos:
- Ter iniciativa e autonomia na realização de trabalhos coletivos.
- Ter uma postura colaborativa na relação com o outro.
- Trocar idéias e informações, respeitando as várias opiniões surgidas. Valorizar e respeitar a diversidade cultural.
- Identificar envolvimento e conquista da cidadania na construção de projeto social democrático.
- Reconhecer as contribuições de cada época e descobrir a luta diária do homem em defesa dos seus legítimos direitos de justiça social, liberdade de expressão e garantias de melhores condições de vida.
- Reconhecer e respeitar as diversas manifestações culturais nas suas diversa temporalidades.
- Possibilitar aos alunos o conhecimento dos conceitos científicos.
- Ler e produzir textos históricos;
- Utilizar diferentes linguagens: escrita, verbal, visual e outras.






SITES PARA PESQUISAS


América Independente


http://www.brasilescola.com/historiab/historia-brasil.htm


http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?categoria=33


http://www.mundodosfilosofos.com.br/rosseau.htm


http://www.ailton.pro.br/curiosidades.html


http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=102


http://www.ibge.gov.br/paisesat/


http://pt.wikipedia.org/wiki/Napoleão_Bonaparte
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1628573





Diferentes idéias de liberdade

“Para os escravos, a liberdade se traduzia pelo rompimento das cadeias que os ligavam a seus senhores; para mestiços e indígenas indicava a possibilidade da abolição das discriminações das chamadas castas. Para os liberais (comerciantes, funcionários, proprietários de terra.) a liberdade significava o fim dos laços com a metrópole. Além disso, os despossuídos queriam terra, enquanto os proprietários e comerciantes desejavam liberdade para produzir e comerciar.”
PRADO, Maria Ligia Coelho. Bolivares.
Folha de S. Paulo, 24 jul. 1983.
Projeto Araribá: história / obra coletiva,
Concebida, desenvolvida e produzida pela Editora
Moderna; editora responsável Maria Raquel
Apolinário Melani. – 1. ed. – São Paulo: Moderna,
2006.
* BRASIL - PRIMEIRO REINADO
* INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA



1- Como os portugueses viram a elevação do Brasil a Reino? R.: Viram que o Brasil se colocava em pé de igualdade com Portugal.
2- Que liberdade os brasileiros tiveram com a abertura dos nossos portos? R.: De fazer o livre comércio com todas as nações amigas
3- Que dificuldades teve Dom Pedro de enfrentar quando assumiu a regência do Brasil? R.: Problemas de ordem financeira, ocasionados com a retirada de todo o dinheiro do Banco do Brasil e levado para Portugal, a desorganização administrativa com a volta dos funcionários para Lisboa e a diminuição da população.
4- O que significou o “Dia do fico” para o Brasil? R.: Foi o primeiro passo para a nossa independência política.
5- Quais os problemas que D. Pedro teve de enfrentar após a nossa Independência? R.: Guerras de Independência, Reconhecimento da Independência e Constituição.
6- Por que na época da nossa independência (1822) o reconhecimento feito pelos Estados Unidos não era importante? R.: Porque era uma nação que estava em fase de organização.
7- Qual o país mais importante, na época, para reconhecer a nossa independência? Por que? R.: A Inglaterra, por dominar os mares e a política mundial.
8- Quem elaborou a Constituição imperial? R.: Uma comissão nomeada por D. Pedro.
9- Qual a diferença entre o processo de independência dos países da América Espanhola e o do Brasil? R.: No Brasil, a Independência realizou-se de forma pacífica, enquanto na América Espanhola envolveu lutas e combates entre tropas e exércitos.
10- Por que os comerciantes portugueses foram prejudicados com a abertura dos portos brasileiros? R.: Com essa medida, os comerciantes portugueses perderam a exclusividade do comércio e passaram a enfrentar a concorrência de outros países.
11- No período em que dom João permaneceu no Brasil, a população do Rio de Janeiro praticamente dobrou. Por quê? R.: A população carioca aumentou porque recebeu um grande número de imigrantes, principalmente portugueses e ingleses.
12- Com a abdicação de dom Pedro I, a quem coube o trono brasileiro? R.: O trono coube ao filho de Dom Pedro I, Pedro de Alcântara, que na época contava com apenas 5 anos de idade.
13- Quais foram os únicos países americanos que, após a independência, não adotaram a forma republicana de governo? R.: Brasil e México.
14- Quando Dom João VI morreu, em 1826, Dom Pedro aceitou o trono português. Por que os brasileiros reagiram negativamente? O que fez diante da reação popular? R.: Porque temiam que Dom Pedro quisesse unir novamente o Brasil de Portugal. Renunciou ao trono de Portugal, em favor de sua filha, Maria da Glória, de apenas 7 anos de idade.
15- Como se chamou o período de governo de Dom Pedro I? R.: Primeiro Reinado.
16- O Grito do Ipiranga foi suficiente para que o Brasil se tornasse independente? Justifique sua resposta. R.: Não. Porque, para um país conquistar a independência, precisa muito mais. Precisa principalmente fortalecer sua economia, educar seu povo, distribuir melhor as riquezas e não ficar dependente do exterior.
17- Por que algumas províncias não aceitaram a independência de 1822? R.: Porque elas eram governadas por portugueses nomeados pelas cortes de Portugal e optaram por permanecer fiéis à velha metrópole.
18- Depois da abdicação de Dom Pedro I, o que foi preciso organizar com urgência? R Sendo o herdeiro ainda menor tornou-se muito urgente organizar o Governo da Regência.
19- Qual o primeiro país a reconhecer a Independência do Brasil? R.: Foram os Estados Unidos da América.
20- Por que se diz que a primeira Constituição do Brasil foi Outorgada? R.: Porque não foi aprovada por uma Assembléia Constituinte, mas foi imposta pelo Imperador.
21- Por que o poder moderador dava ao Imperador um poder absoluto? Porque tornava o Imperador juiz de todas as questões que surgissem entre os três outros poderes (submetia os demais poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário) Dessa forma, o imperador tinha poderes ilimitados.
22- Qual era a base das estruturas tradicionais de produção, mantidas após o 7 de setembro de 1822? R.: O sistema de trabalho escravo e a grande propriedade.
23- O que possibilitou às elites brasileiras alcançarem a independência sem recorrer à mobilização das massas? R.: A presença no Brasil, do herdeiro da casa de Bragança ( Dom Pedro I).
24- Qual foi o sistema de eleições adotado pelas elites e que excluía a maior parte da população do processo eleitoral? R.: O sistema de eleições indiretas, baseada no voto censitário.
25- Usando as palavras destacadas no texto seguinte, crie seu próprio comentário.
“A primeira Constituição brasileira foi outorgada pelo imperador. De acordo com aquela Constituição o voto era censitário. Os negros e os índios não eram considerados cidadãos, e as camadas pobres ficavam excluídos das eleições.”
26- Explique por que o país, depois da abdicação de Dom Pedro I, foi governado por regentes. Dom Pedro I abdicara em favor de seu filho Pedro de Alcântara, de 5 anos de idade, e a constituição de 1824 estabelecia que o país, nesse caso, deveria ser governado por três regentes escolhidos pela Assembléia Nacional.
27- Qual era o nome da província que ficava no extremo sul do país. Após a independência tornou-se a República do Uruguai? R.: Cisplatina.
28- Potência européia que dominava economicamente o Brasil durante o Primeiro Reinado. R.: Inglaterra.
29- Período que se iniciou em 1831. R.: Regência.
30- O que é uma Assembléia Constituinte? R.: É um grupo de pessoas, políticos em geral, que se reúnem para elaborar uma Constituição ( conjunto de leis que governa um país).
31- O que foi a constituição da mandioca? R.: Foi um anteprojeto constitucional, elaborado por Antônio Carlos de Andrade e Silva. Recebeu esse nome por estabelecer um sistema de eleições em que os candidatos ou eleitores deveriam apresentar uma renda anual avaliada em alqueire de mandioca. Esse anteprojeto estabelecia que o Poder Legislativo limitaria a atuação do Poder Executivo.
32- Por que o alvará (autorização) de abrir indústrias no Brasil teve pouco resultado? R.: Porque era impossível concorrer com os produtos ingleses.
33- Pelo menos duas realizações de Dom João VI estão ainda hoje vivas. Quais? R.: Banco do Brasil e Jardim Botânico.
34- Em 1815 o Brasil recebeu um título muito importante. Qual? R.: O Reino Unido a Portugal e Algarves.
35- Quem, especialmente, “não ouviu o grito da Independência” Por quê? R.: As camadas mais pobres da população e os escravos, porque para eles tudo continuou igual.
36- Cite alguns movimentos emancipacionistas que prepararam a Independência: Inconfidência Mineira, Conjuração Carioca, Revolta dos Alfaiates, Revolução Pernambucana.
37- Os quatro poderes estabelecidos pela primeira constituição foram: Poder Executivo, Poder Legislativo, Poder Judiciário e Poder Moderador.
38- Por que a independência das colônias espanholas da América foi realizada pelos crioulos e não pelos mestiços e índios que constituíam a maior parte da população? R.: Porque a população mestiça e indígena estava submetida aos crioulos.
39- Por que convinha à Inglaterra que as colônias da América ficassem independentes? R.: Porque assim, os povos americanos poderiam comprar produtos diretamente da Inglaterra, aumentando o mercado consumidor dos ingleses.
40- Quais foram as dificuldades para o reconhecimento da independência do Brasil na Europa? R.: Os países europeus, de modo geral, eram contra a independência dos povos da América, e Portugal também não concordava em reconhecer o novo governo do país.
41- Por que a Inglaterra teve participação importante no que se refere ao reconhecimento da nossa Independência? R.: A Inglaterra tinha grandes interesses comerciais no Brasil, e pretendia renovar com Dom Pedro I as enormes vantagens do Tratado de 1810.
42- Cite uma dificuldade criada pela Inglaterra para prejudicar o desenvolvimento da indústria têxtil no Brasil: R.: A Inglaterra dificultava a importação de teares pelo Brasil.

História do Brasil – INDEPENDÊNCIA E A LUTA DEMOCRÁTICA - Antoracy Tortorelo Araújo / Ed. do Brasil S/A.
História Integrada – DO FIM DO ANTIGO REGIME `INDUSTRIALIZAÇÃO E AO IMPERIALISMO – VOL. 3 Ed. Ática/1998 ( caderno ativ..)
História do Brasil – Osvaldo Rodrigues de Souza – Vol 2 – Caderno Exerc. Ed. Ática/1992 –
História- MEMÓRIA VIVA – Clauidio Vicentino –Edit. Scipione/1994 ( caderno ativ..)
A História de um povo – Azevedo & Darós – Ed. FTD AS/1989 - SP - VOL. 2






Apagando o vulcão-povo


As crianças de hoje aprendem na escola que o príncipe D. Pedro proclamou a Independência ( no famoso 7 de setembro ) e depois se tornou o imperador D. Pedro I. mas existe uma pergunta a ser feita: por que D. Pedro? Por acaso houve eleição para imperador? Perguntaram ao povo brasileiro se ele queria um rei ou se preferia a república? Indagaram ao povo brasileiro se ele queria D. Pedro? Claro que não. Ninguém consultou o povo brasileiro.
Veja que coisa intrigante. O Brasil estava se separando de Portugal,e quem era o primeiro governante do país? D. Pedro, nascido em Portugal, filho do rei de Portugal... Como se explica isso?
Os grandes proprietários reunidos em torno do partido brasileiro queriam a inde­pendência do Brasil, mas temiam uma re­volta popular. A memória da Revolução francesa ainda estava bem fresca na cabeça das elites do mundo ocidental! Qual seria então a melhor maneira de se obter a Inde­pendência sem o risco de ver as ruas toma­das por multidões de estudantes, soldados rasos, mascates e trabalhadores braçais? Sem que negros e mulatos ocupassem as praças gritando as "malditas" palavras de ordem “liberdade, Igualdade, Fraternidade"? Como conseguir a Independência sem incentivar a revolta popular?
A chave política era apoiar o príncipe D. Pedro. Os líderes do partido brasileiro se aproximaram do príncipe regente para con­vencê-lo a assumir a liderança do movimento de Independência. Ele poderia se tornar o rei do novo país, e assim não haveria necessídade de derrubar o governo. A Independência seria realizada sem nenhum salto, sem nenhuma ruptura política.
D. João, com sua vinda para o Brasil, havia transferido a máquina de governar de Lisboa para o Rio de Janeiro. Portanto, a máquina de fazer leis, cobrar impostos, dar ordens às tropas já estava montada. Bastaria colocar uma pecinha que faltava: D. Pedro. O historiador Caio Prado Jr. (1907-1990) chegou a dizer,sobre D. Pedro, que o partido brasileiro "soube dele se utilizar, atirando-o, talvez sem que ele mesmo a princípio o sentisse, na luta contra as Cortes portuguesas e os projetos de recolonização do Brasil".
Percebeu? Os grandes proprietários ligados ao partido brasileiro viam o povo como se fosse um vulcão pronto a explodir. Incentivaram D. Pedro a assumir o papel de "líder da Independência” porque acreditavam que essa era a melhor maneira de evitar que o vulcão-povo entrasse em erupção.
Schmidt, Mario Furley
Nova história crítica
-- São Paulo : Nova Geração, 1999.
BANDEIRAS DE LUTAS

As teses liberais e nacionalistas
Resumimos, a seguir, os princi­pais pontos defendidos pelo liberalismo e pelo nacionalismo.

Liberalismo:
Política - regime de governo de caráter democrático. Os poderes do Estado seriam limitados por uma constituição, com uma separação entre legislativo, executivo e judiciá­rio. O Estado deveria servir ao cida­dão, respeitando sua liberdade e sua dignidade.
Economia - o Estado interviria na vida econômica o menos possível. As atividades econômicas ficariam a cargo da iniciativa privada.
Religião e filosofia - o Estado estaria completamente separado da Igreja. Cada cidadão poderia praticar livremente sua crença religiosa. A liberdade de culto e de convicções filosóficas seria um direito de todos.

Nacionalismo:
Cultura - respeito pela formação natural dos povos, ligados por laços étnicos e lingüísticos, além de outro traços culturais.
Independência nacional - direito de todos os povos lutarem por sua independência como nação.
Autodeterminação - direito dos povos de viver, com autodetermina­ção, num território unificado.
As teses liberais e nacionalistas tiveram grande importância nos mo­mentos pela unificação da Itália e Alemanha.
Cotrim,Gilberto, 1955-
Saber e fazer história, 7ª série / Gilberto Cotrim. 2. ed. – São
Paulo: Saraiva:, 2002
O nacionalismo
Getúlio Vargas empenhou-se em realizar um governo nacionalista. Dizia que era preciso atacar a exploração das forças internacionais para que o país conquistasse sua independência econômica.
O nacionalismo de Vargas foi duramente combatido pelo governo dos Esta­dos Unidos, pelas empresas estrangeiras e pelas forças políticas que defendiam seus interesses no Brasil. No Congresso Nacional e na imprensa, havia um gran­de debate político entre os nacionalistas, que apoiavam Vargas, e os entreguistas, que queriam entregar as riquezas do país à livre exploração do capital estrangeiro.
Um dos principais momentos do debate entre nacionalistas e entreguistas aconteceu por ocasião da nacionalização do petróleo. Os nacionalistas queriam que a extração do petróleo brasileiro fosse realizada por uma empresa brasileira e estatal. Defendiam o slogan O petróleo é nosso. Os entreguistas, por sua vez, eram favoráveis à entrega do petróleo do país à exploração dos grupos internacionais.
A campanha do petróleo teve um final favorável aos nacionalistas. Em 1953, foi criada a Petrobrás, empresa estatal responsável pelo monopólio total da extração e, parcialmente, do refino do petróleo brasileiro.
Ainda em 1953, o governo propôs a Lei de Lucros Extraordinários, que li­mitava a remessa, ao exterior, dos lucros obtidos por empresas estrangeiras esta­belecidas no Brasil. A lei, entretanto, foi barrada no Congresso, devido às pres­sões dos grupos internacionais.
Os inimigos do nacionalismo promoveram, então, violenta reação à políti­ca de Vargas. O governo dos Estados Unidos mostrava seu desagrado pela cria­ção da Petrobrás e pela Lei de Lucros. A UDN, principal partido de oposição ao governo, e os setores ligados ao capital estrangeiro começavam a conspirar para derrubar Getúlio.
Cotrim,Gilberto,
HISTÓRIAE CONSCIÊNCIA DO BRASIL, 7ª série / Gilberto Cotrim. 7. ed. – São
Paulo: Saraiva:, 1999

7º Ano ( 6ª Série )

A Conquista da América
1. O historiador brasileiro Jorge Luiz Ferreira diz que “não devemos entender a conquista da América como uma luta de branco ‘malvado’ versus índio ‘inocente’, mas, sim, perceber as trágicas conseqüências entre culturas totalmente diversas: uma regida pelo individualismo e pela lógica do lucro; outra regida por relações de reciprocidade [de troca igual] e pela comunhão com a natureza” A partir desse pensamento, aponte qual era o objetivo imediato dos espanhóis ao dominar as civilizações asteca e inca.

2. Explique o que garantia a superioridade militar européia sobre os incas e astecas.

3. Além das matanças promovidas pelos conquistadores europeus, houve um fator biológico que dizimou milhões de indígenas na América. Que fator foi esse?

. O espanhol Gonzalo Fernández de Oviedo escreveu o livro História das Índias (1555) em que fala sobre a morte dos índios na América. No final, conclui: ”Quanto a mim, eu acreditaria antes que Nosso Senhor permitiu, devido aos grandes, enormes e abomináveis pecados dessas pessoas selvagens, rústicas e animalescas, que fossem eliminadas e banidas da superfície terrestre...”. Explique qual foi o papel da Igreja Católica no processo de conquista da América espanhola.

5. Cite dois exemplos de destruição das culturas indígenas americanas pela ação dos conquistadores europeus.

6. No Brasil, os colonizadores portugueses respeitaram a autonomia das comunidades indígenas ou também procuraram destruí-las?
Nova História Crítica – Mário Schmidt P. 150
HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL

Fatos históricos importantes aconteceram durante o período colonial.
Lembremos alguns: - Chegada dos portugueses ( 1500 ) por Pedro Álvares Cabral.

* AS PRIMEIRAS EXPEDIÇÕES QUE AQUI CHEGARAM:
a- Exploradoras, iniciando a exploração do Brasil.
b- Guarda-costas, para defender nosso litoral dos estrangeiros muito interessados no Ibirapitanga (pau-brasil).
c- Colonizadora, de Martim Afonso de Souza, que iniciou a colonização do Brasil.
* A ECONOMIA.
- A exploração do pau-brasil ( primeira atividade econômica ).
- A lavoura da cana-de-açúcar em extensas áreas próximas ao litoral.
- O ouro, descoberto principalmente em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.
- O Gado, que levou muitos à conquista dos sertões.
- O trabalho escravo, inicialmente dos indígenas e depois dos africanos.
* OS SISTEMAS DE COLONIZAÇÃO
- As capitanias Hereditárias com a descentralização.
- O governo centralizado iniciado com Tomé de Souza.
* A EXPANSÃO GEOGRÁFICA
- As entradas que iniciaram a exploração do interior.
- As bandeiras que desbravaram os sertões.
- Os tratados de limites que garantiram a posse das terras colonizadas.
* AS INVASÕES ESTRANGEIRAS
- Franceses no Rio de Janeiro e Maranhão.
- Holandeses na Bahia e Nordeste.
- Os piratas.
* O SENTIMENTO NATIVISTA
- O Brasileiro “amando”, respeitando e querendo que sua terra fosse Independente.
- As várias manifestações nativistas como:
* Guerra dos Emboabas * Guerra dos mascates * Revolta de Beckman * Filipe dos Santos * Tiradentes.
* A VINDA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA AO BRASIL.
- Os “melhoramentos” que D. João VI fez no Brasil
- A elevação do Brasil à categoria de Reino Unido em 1815.
- A regência de D. Pedro, após a volta de D. João VI a Portugal.

6º Ano ( 5ª Série )

Confucio / Se queres prever o futuro, estuda o passado.

Vídeo:
Biologia: Evolução Humana - Discovery Channel (Prof. Toid)
http://www.youtube.com/watch?v=TrDkr8sb8BY









O PRIMEIRO ESTÁGIO DA ORGANIZAÇÃO HUMANA


A partir do aparecimento do homem no Planeta Terra, suas manifestações e ansiedades se sobressaem em relação aos outros animais na criação e modificação do meio ambiente. O seu modo de vida transformou-se com suas invenções e criações. O fogo elemento essencial desde o seu domínio e criação, hoje ainda é um instrumento indispensável. Com o acúmulo de conhecimento o homem teve a necessidade de organizar e dividir a sua História em períodos. O Primeiro período, como sugere a História tradicional (eurocentrismo), foi o da ausência da escrita e o segundo, com seus registros escritos. O primeiro período foi marcado pelo convívio homem x natureza. Recolhia e coletava tudo de que necessitava. Observando os fenômenos da natureza e os outros animais começaram a transformar e dominar o desconhecido. Com os pássaros o segredo das plantas e o manejo da terra. Com os outros animais observaram o seu comportamento e aprenderam os segredos da alimentação (caça, pesca e domesticação dos mesmos). Como afirma o Médico Nutricionista Gilles Delluc, o homem também perdeu sua qualidade de vida - dieta saudável. E na medida em que passou a dominar os segredos da agricultura e o pastoreio, começou a criar animais gordos e cultivar cereais: É o começo da história do infarto e dos derrames cerebrais (comer açúcar e gorduras saturadas).
Com o domínio do metal vai se consolidando o primeiro estágio da História. Não conseguindo acumular todas as informações, sentiu-se necessidade de registrar (escrita), e começa assim o segundo período de nossa História.
Clemente Borges – Licenciado em História / Universidade Católica de Petrópolis RJ - 1985



CIÊNCIAS AUXILIARES DA HISTÓRIA



Geografia - Ciência indispensável para o historiador, porque estuda, entre outras coisas, as relações entre os grupos humanos e a natureza.

Economia – É uma ciência que surgiu no final do século XVIII. Muitos economistas do passado contribuíram para o avanço da teoria econômica, entre eles Adam Smith, David Ricardo, Karl Marx e John M. Keynes. A economia procura responder a questões do tipo: o que determina os preços das mercadorias? Qual é a causa do desenvolvimento econômico de um país? Por que aumentou o desemprego? Qual é a maneira mais eficaz de investir capital? Qual é o papel dos bancos na economia do País?

Sociologia – É uma ciência que surgiu no final do século XIX. Os fundadores da sociologia foram o francês Émile Durkheim e os alemães Karl Marx e Max Weber. A Sociologia estuda como se organiza uma determinada sociedade. Exemplos do estudo dos sociólogos: quais são as classes sociais que existem no país? Qual é a causa do aumento da criminalidade? O que há de comum e de diferente nas idéias e no comportamento entre os adolescentes de classe média e os de classe baixa? O que o desemprego está fazendo com a organização das famílias brasileiras?
Mário SchmidtNOVA HISTÓRIA CRÍTICA

Antropologia – É uma ciência que se desenvolveu principalmente no século XX, a partir da Sociologia. O mais destacado antropólogo de todos os tempos é o francês Lévi-Strauss. A Antropologia estuda as diferenças culturais entre as sociedades ou entre os grupos sociais numa mesma sociedade. Exemplos do estudo dos antropólogos: por que as classes ricas têm um gosto por música, roupas e diversões diferente do gosto das classes mais pobres? Como a religião é vista hoje em dia pelas diferentes classes sociais? O que os europeus acham que é a “bagunça da vida brasileira”: é mesmo uma bagunça ou apenas um jeito diferente de viver? O que há de especial na relação entre pais e filhos numa certa tribo de índios na Amazônia? Quais são os valores adotados por gangues de adolescentes que se dedicam às drogas e à violência?
Paleontologia- Palavra de origem grega- paleo= antigo; ontos= ser; logo= conhecimento, estudo. É a ciência que estuda os seres vivos ( animais e vegetais) muito antigos, petrificados ou endurecidos, que se conservam até hoje.

Arqueologia- Estuda as culturas extintas.

Paleografia e Epigrafia- Estuda a escrita antiga.



Diplomática- Estuda os documentos oficias.



Cronologia- Estuda as datas históricas e os diferentes calendários.



Heráldica- Estuda os brasões de nobreza, os escudos.



Sigilografia- Estuda os selos.



Genealogia- Estuda as origens e os desdobramentos das famílias.

Numismática- Estuda as moedas.

Lingüística- Estudo histórico e comparativo das palavras.

Arqueologia- Palavras de origem grega – Archio= antigo; Logo= conhecimento, estudo. É a ciência que estuda os povos antigos, especialmente a partir de escavações e de restos materiais deixados por eles ( ossos, objetos, instrumentos, pinturas, construções, etc.).

Criptografia- Estudo das escritas em código ou em cifra.

Estatística- Parte da matemática que estuda os processos de obtenção, organização e análise de dados sobre a população humana.

Filologia- Estudo das línguas.

Hagiografia- Ciência que se relaciona aos assuntos sagrados; estudo da vida dos santos ( catolicismo).

Papirologia- Parte da Paleografia que analisa as escritas em papiro. * cifra: Escrita enigmática, ou a chave que a decifra.



O sistema de castas

Segundo uma lenda indiana, o Universo foi criado no momento em que os deuses sacrificaram um homem ideal e perfeito, o deus Brama. As várias partes desse homem teriam dado origem aos grupos sociais. Tal crença resultou no sistema de castas, no qual as camadas sociais estão da claramente separadas, com direitos e deveres diferentes.
O sistema de castas nasceu a partir da chegada dos árias, por volta de 2000 ou 1500 a.C. Esse povo, vindo da Pérsia (atual Irã), ocupou a Região Noroeste da Índia e parece ter dado início às desigualdades sociais no Vale do Rio Indo.
De acordo com a tradição, os árias eram divididos em três castas sociais: a primeira delas correspondia aos nobres, a segunda aos sacerdotes, os brâmanes, e a terceira aos trabalhadores. Além desses três grupos existiam os “intocáveis”, os harijans, considerados muito inferiores a qualquer uma das outras castas e vivendo em condições de fome, miséria, doenças e sofrimento.
Para cada uma das castas existia um rígido conjunto de normas e restrições a ser seguido, que determinavam o dia-a-dia das pessoas. A maneira de se vestir, relacionar-se com as pessoas, alimentar-se e até o casamento já estavam estabelecidos antes do nascimento de cada indivíduo e deveriam ser respeitados até a morte.
As pessoas de castas diferentes só se relacionavam pelas exigências do trabalho: os comerciantes, quando vendiam produtos para os nobres; os construtores, quando construíam as casas dos reis; os lavradores, quando aravam as terras dos palácios, entre outros exemplos. Atualmente, na Índia, as castas ainda preservam conjuntos de regras que determinam o comportamento das pessoas.
Encontros com a História : 5ª série / Carla Anastásia, Vanise Ribeiro;
Ilustrações José Luís Juhas, Dagoberto Ismar Pereira. – Curitiba : Positivo,
2006 (Pág.; 51)





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Mundo Grego

Perguntas e repostas


1- As características geográficas influenciaram a história da Grécia? Por quê?
R.: Sim, porque o relevo dificultava a entrada no território e o litoral facilitava a navegação. Em função disso, os gregos voltaram-se mais para o exterior do continente do que para o interior.
2- Quem é considerado o “Pai da História”? R.: Heródoto.
3- Quais os poemas que nos forneceram muitos subsídios sobre a Grécia primitiva? R.: A Ilíada e Odisséia.
4- Que fontes auxiliam o estudo do primeiro período da história grega?

R.: As principais fontes que auxiliam o estudo do primeiro período da história grega são as descobertas arqueológicas e os poemas Ilíada e Odisséia, atribuídos a Homero.
5- Quais as características da cidade de Esparta?

R.:Era uma cidade conservadora e militarista.
6- Quais as características da cidade de Atenas?

R.: Era uma cidade aberta e democrática.
7- O que caracterizou a democracia ateniense?

R.: Era uma democracia, apenas para os cidadãos que viviam às custas do trabalho escravo.
8- Por que os gregos faziam as suas orações em pé?

R.: Porque para eles ajoelhar-se era indigno de homens livres.
9- Quem não participava da democracia ateniense e por quê?
R.: Escravos, estrangeiros, mulheres e jovens menores de 21 anos, porque não eram considerados cidadãos.
10- Qual a sua opinião sobre a democracia ateniense?
11- Compare o teatro da Grécia antiga com o dos dias atuais.
R.: Na Grécia antiga, o teatro era ao ar livre, construído numa colina, com degraus para o público se sentar. Além disso, nas peças apresentadas, os atores gregos utilizavam máscaras para representar as personagens. Hoje, os teatros são fechados, e o público senta-se em cadeiras, no auditório.

12- Explique, com suas palavras, o significado da expressão: A Grécia Antiga nunca foi um Estado único.

R.: nunca houve um governo centralizado para os gregos. A Grécia Antiga era um conjunto de cidades-Estado independentes, com leis, sistema de governo e costumes próprios

13- Qual é a base do regime democrático?
R.: A liberdade de todo o cidadão, pobre ou rico, escolher seus representantes políticos.
14- O que os gregos entenderam por Filosofia?

R.: Um sério esforço para compreender o mundo e os homens.
15- Como eram organizadas as Olimpíadas?
R.: Somente os cidadãos gregos podiam participar dos jogos. As competições duravam uma semana, e havia cinco provas: lançamento de dardo, corrida a pé, arremesso de disco, luta e salto em distância. Os vencedores ganhavam uma coroa de louros, significando que eram os preferidos dos deuses.
16- O que eram as pólis?
R.: As pólis eram centros urbanos surgidos no período Arcaico, dominadas por uma elite local que cuidava da administração e subjugava a população local. Essas unidades administrativas eram autônomas entre si, constituindo-se em cidades-estados.
17- Explique a seguinte afirmação de Sófocles: “Há muitas maravilhas, mas nenhuma é tão maravilhosa quanto o homem”.
R.: A frase acima revela a principal preocupação dos intelectuais gregos: o homem. A cultura grega na Antiguidade era profundamente antropocêntrica.
18- Explique por que se diz que a religião grega era antropocêntrica. R.: Porque seus deuses tinham aparência, caráter e fraquezas humanas, havendo entre eles, muitas vezes relações familiares.
19- A cidade de Mileto está relacionada a que grande matemático e filósofo grego?
R.: Tales de Mileto
20- Filósofo grego condenado a tomar cicuta:

R.: Sócrates ( Sócrates. Embora não tenha escrito nenhum livro, Sócrates é um dos mais destacados filósofos da Grécia Antiga. Sócrates nasceu em 469 ou 470 a C. e viveu em Atenas. Por sua conduta pessoal - considerado extravagante - e também por suas posições políticas e filosóficas, Sócrates foi levado a julgamento, sob a acusação de introduzir novos cultos e de corromper a juventude ateniense.)
21- Segundo a lenda, o que era o Minotauro?

R.: Era um monstro com cabeça de touro e corpo de homem, que vivia num labirinto na ilha de Creta.
22- Como era a situação da mulher na sociedade cretense?

R.: As mulheres possuíam um nível de liberdade social inexistente em outras regiões da Antiguidade. Podiam passear pelas ruas e ocupavam lugar de relevo nos teatros e no circo. Além disso, podiam desempenhar diversos trabalhos, ao lado do homem, e participar de espetáculo esportivos como toureiras ou lutadoras. Às mulheres sacerdotisas cabia, o principal papel nas cerimônias religiosas.
23- Qual o caminho seguido pela filosofia grega para explicar a verdade?

R.: Durante muito tempo os gregos lançaram mão dos mitos para explicar os fenômenos naturais. Mas a filosofia grega buscou um outro caminho para explicar a verdade: o caminho da razão.
24- Que importante contradição podemos notar entre o pensamento de Aristóteles e a realidade da democracia ateniense?

R.: Os princípios de liberdade, igualdade e soberania do povo defendidos por Aristóteles, na realidade, eram monopólios de apenas uma parte da população, os chamados cidadãos atenienses. A grande maioria da população - os escravos, os estrangeiros e as mulheres - era excluída dos direitos civis e políticos e, portanto, da democracia ateniense.
25- Como era a educação das crianças espartanas?

R.: Os meninos espartanos ficavam aos cuidados dos pais até a idade de seis anos e, a partir daí, eram educados por instrutores pagos pelo Estado, que os habilitavam na arte militar. As meninas se preparavam, física e moralmente, para ser mães de crianças fortes e sadias.
26- Por que chamamos as sociedades da Grécia e de Roma, na Antiguidade, de “sociedades escravistas”?

R.: Porque predominava o trabalho escravo.
27- Qual a influência da geografia para o povo grego? Justifique.

R.: Os muitos golfos, baías e enseadas facilitavam a navegação.
28- Como viviam os cretenses? R.: O povo cretense se alimentava bem e procurava levar uma vida saudável.
29- “Os cretenses tinham hábitos parecidos com os nossos”. Justifique a afirmativa.

R.: Sim, pois tinham grande preocupação com a aparência física e com as vestimentas.
30- Quais as principais características da civilização micênica.

R.: Estava dividida em reinos independentes, desenvolvia a agricultura e a pecuária; estava dividida em camadas sociais; dedicava-se ao comércio e exaltava as atividades guerreiras.
31- Quais as características da sociedade homérica?

R.: Economia natural; não existia o comércio nem o dinheiro; inexistia a divisão em classes sociais e o Estado ainda não havia nascido.
32- Qual a importância dos jogos Olímpicos? E hoje?

R.: Serviam para irmanar os gregos. Hoje, além dos ideais antigos, os interesses comerciais e, às vezes, políticos acabam prevalecendo.
33- “O nascimento do teatro foi um fato marcante da cultura grega.” Justifique a afirmativa.

R.: Sim, pois o teatro passou a ter importância marcante na história cultural da humanidade.
34- O que os gregos entendiam por filosofia? Justifique.

R.:Um sério esforço para compreender o mundo e os homens; dessa maneira, por meio da especulação e do questionamento, os gregos lançaram as bases de várias ciências.
35- Maior sábio da Antiguidade, contribuiu grandemente para o desenvolvimento das ciências. Defendia uma sociedade onde houvesse certo equilíbrio entre ricos e pobres. Ensinava passeando pelos bosques, por isso sua escola se chamava peripatética, isto é, “ambulante”.

R.: Aristóteles
36- O que foi o Ostracismo?

R.: Uma das reformas de Clístenes foi a instituição do ostracismo para proteger a democracia (governo do povo), prática em que cada cidadão escrevia sobre um seixo de argila (óstrakon) o nome da pessoa que deveria ser exilada por ser considerada perigosa ao regime democrático. O exílio durava dez anos, findos os quais o condenado podia retornar livremente a Atenas, recuperando todos os direitos que possuía.
37- Aluno de Sócrates, aristocrata convicto, daí o seu desprezo pela democracia. Suas principais obras foram: A República e As leis. Para ele, os homens se dividiam em homens livres, que têm raciocínio, e escravos, que só devem cumprir as ordens de seus senhores.

R.: Platão
38- Nada escreveu, e aquilo que sabemos sobre ele e sobre suas idéias nos foi transmitido por platão, seu mais brilhante aluno. Adotava como regra de vida o seguinte princípio: Conhece-te a ti mesmo. Uma outra frase predileta sua era: Só sei que nada sei.

R.: Sócrates.
39-O que acontecia aos pequenos proprietários ( gregos ) de terras pouco férteis quando não conseguiam pagar suas dívidas?

R.: Perdiam a propriedade da terra ou eram transformados em escravos.

40-Qual o significado etimológico da palavra filosofia? R.: Filosofia vem do grego filos, amor, amizade, e sofia, sabedoria. Significa, portanto, amor à sabedoria.

41- Como era mantida a unidade cultural entre as cidades gregas?

R.: Através da lingua, da religião e dos costumes.

42- Qual foi a maior contribuição da cultura grega para as civilizações posteriores?

R.: Foi o humanismo, istoé, a valorização do homem como a criatura mais importante do universo.

43- Qual é a origem das Olimpíadas?

R.: As olimpíadas começaram em 776 a.C., na cidade de Olímpia, na Grécia. Eram um festival religioso em homenagem a Zeus.

44- O que acontecia aos pequenos proprietários de terras pouco férteis quando nbão conseguiam pagar suas dívidas?

R.: Perdiam a propriedade da terra ou eram transformados em escravos.

45- Quais eram as principais reinvidicações dos camponeses atenienses, nas suas lutas contra a aristocracia?

R.: O fim da escravidão por dívidas e uma nova distribuição das terras.



Fontes ( caderno de atividades):

Renato Mocellin

para compreender a HISTÓRIA

Curitiba, 1ª edição, 2004

POSITIVO


Gilberto Cotrim

HISTÓRIA E CONSCIÊNCIA DO MUNDO

3ª EDIÇÃO, 1993

Saraiva

Maria Januaria Vilela Santos

HistóriaAntiga e Medieval

9ª edição, 1990

Ática

Projeto editorial: João Guizzo

HISTÓRIA INTEGRADA da pré-História ao fim do Império Romano

São Paulo, volume 1, 1998

Ática


O IMPÉRIO ROMANO
O legado romano
Roma transmitiu um legado cult­ural próprio por meio de três gran­des contribuições: o Direito Roma­no, a língua latina e o cristianismo. Essa herança sobreviveu ao Impé­rio Romano e influencia, hoje, a chamada sociedade ocidental.
As leis escritas do Direito Ro­mano foram agrupadas, no século VI, pelo imperador bizantino Jus­tiniano, ficando conhecidas como Código de Justiniano. Esse código inspirou o Direito da maioria dos países do mundo ocidental.

O latim foi a língua da qual nasceram os idiomas italiano, francês, romeno, espanhol e português. A língua dos romanos continua sendo até hoje a língua oficial da Igreja católica. Na lite­ratura, destacam-se as obras de Virgílio, autor de Eneida, de Lu­crécio e do poeta Cícero, as comédias de Plauto e os poemas de Catulo. Na historiografia, os autores mais destacados foram Júlio César, com seus comentários sobre as guerras; Tácito, o mais famoso dos historiadores roma­nos; e Tito Lívio, que escreveu História de Roma.
Roma, também, incorporou e transmitiu o cristianismo, religião originária do Oriente. Essa reli­gião, com seus valores e ensina­mentos, tornou-se a principal referência espiritual do Ocidente.
É bom sempre lembrar que os romanos ainda deram contribui­ções à humanidade na área da engenharia e da arquitetura.
Direito romano e
o Direito hoje
Passados quase dois mil anos, as leis de hoje não poderiam ser uma cópia das do tempo de Otávio Augusto ou de Justiniano. No entanto, em vários países, entre eles o Brasil, é possível perceber a influência do Direito dos antigos romanos. Veja, a seguir, algumas regras do Direito Romano que, ainda hoje, são seguidas na legislação brasileira.
· Ninguém é forçado a defender uma causa contra a própria vontade.
· Ninguém sofrerá penalidade pelo que pensa.
· Ninguém pode ser retirado à força de sua própria casa.
· Nada que não se permita ao acusado deve ser permitido ao acusador.
· O encargo da prova fica com aquele que acusa e não com o acusado.
· Um pai não pode ser obrigado a testemunhar contra o filho, nem um filho contra o pai.
· Na aplicação de penalidades, deve ser levada em conta a idade e a inexperiência da parte culpada.

Mello, Leonel Itaussu de A.
Construindo consciências: história, 5ª série /
Leonel Itaussu de A. Mello & Luís César Amad Costa.
- 1. Ed. – São Paulo: Scipione, 2006. – (Construindo
Consciências) Pág. 177

COLONIZADORES DE MINA UNIÃO

COLONIZADORES DE MORRO DA MISÉRIA – MORRO DA CRUZ - HOJE MINA UNIÃO/CRICIÚMA-SC-BR

1893- Giuseppe ( José ) Dário X Inoccente Meller
1893- Giovanni ( João ) Dário X Antonia Milanese
1904- Giuseppe (José) Milanese X Maria Giovanna Dário
1916- Martinho Brunelli X Melânia Vittoretti
Dentre os primeiros moradores da localidade destacam-se ainda as famílias de: Luiggi Milanese e Augusta (Gusta) Zanetta; Domenico (Domingos - Menegueto) Simon (Simão) e Maria (Marieta) Meller; Giovanni (João) Meller e Antonia (Tona) Dário; Giacomo Biléssimo e Pascoa Alessio; Carlos Piazza e Maria (Marieta) Giusti (Justi); Arcangelo Meller e Vendramina Giusti (Justi); Eugenio Benincá e Maria D’Agostin e outros.
A Igreja Nossa Senhora da Saúde
A localidade de Morro da Miséria foi colonizada por imigrantes italianos católicos, que valorizavam a prática da religião. Em 1911 foi construída a primeira capelinha, de madeira, logo abaixo do morro. O quadro de Nossa Senhora da Saúde, colocado na parede, expressou a devoção daquelas famílias e determinou a escolha da Padroeira da comunidade.Por volta de 1928, foi construída uma capela de alvenaria, com o sino ao lado, em duas colunas de madeira. A bênção da capela foi feita pelo Pe. Lourenço Migliori, Vigário da Igreja São José, de Cresciúma (Criciúma).
De Morro da Miséria a Morro da Cruz
O nome “Morro da Miséria” veio do início da colonização. Os encarregados pela demarcação das terras, provenientes de Araranguá, aproveitaram para caçar na região. Como não tiveram muita sorte, pois a caça era pouca, deixaram escrito em uma pedra: “este é um morro de miséria”. O nome pegou e, por longos anos, a localidade chamou-se “Morro da Miséria”. Em 1945, Padre Agenor Neves Marques, então pároco de Criciúma, juntamente com a comunidade local, resolveu construir uma Cruz no alto do morro, para que a cidade inteira pudesse ver. As pedras foram recolhidas no Pinheirinho, onde estava sendo construída a estrada de ferro, e trazidas de carro de boi. Em maio de 1946 a cruz foi inaugurada. O nome do bairro, então, passou a ser “Morro da Cruz”. Bonfilho Brunelli assim relatou o fato: “Em 1946, um acontecimento importante fez sacudir a localidade. No dia 05.05.1946 foi inaugurada uma enorme Cruz de concreto com a inscrição “SALVA TUA ALMA”, no topo do morro da localidade. O ato religioso foi presidido pelo Padre Agenor Neves Marques e, após a missa, aconteceu a bênção da Cruz, mudando o nome da localidade para Morro da Cruz” (Entrevista em 05/05/1988. “Mina União, ontem e hoje”. Projeto de pesquisa que se encontra no Colégio Estadual “Irmã Edviges”. Acadêmicos: Evonei Topanotti Rodrigues, Soraia Zanatta Junkosky e Stela Ávila Búrigo).No pedestal da Cruz, havia uma inscrição citando Augusto Peruchi como pedreiro e Demétrio Dário como servente. Atualmente, não existe mais essa inscrição.
A primeira escola
O zelo pela educação também foi uma característica dos imigrantes italianos que chegaram a Criciúma. Carmela Milanese, filha dos imigrantes Giuseppe Milanese e Maria Dário e neta de Demétrio Dário e Joana Darós, professora e primeira diretora da escola no então Morro da Miséria, relata com detalhes a história da educação na localidade.

O Carvão
Segundo Tranquilo Brunelli, a primeira galeria da região foi em terras de seu pai, Martinho Brunelli, e a segunda em terras de Eugênio Benincá. Conforme relato de antigos moradores do bairro, a Companhia Carbonífera União (Mina União) foi fundada em 13 de abril de 1938 pelos senhores Jorge Savi, Antonio Savi, Martinho Brunelli, Giácomo Búrigo, José Contim Portella, Marcos Búrigo e José Milanese.No registro oficial dessa mina, conservado no arquivo da Carbonífera Metropolitana Ltda., não constam os nomes de Marcos Búrigo e José Milanese.
As “Escolhedeiras” de Carvão
Com as minas de carvão, surgiram também empregos para as mulheres, como “escolhedeiras”, nas décadas de 30 a 60. Trabalhavam das sete da manhã às dezesseis horas. No início, o carvão era carregado em uma caixa de madeira (tipo mesura) apoiada na barriga. Mais tarde, surgiu a padiola, que era transportada por duas pessoas.O carvão era colocado em uma mesa grande e escolhido (separado das pedras comuns e de outros resíduos) com uma picaretinha. Depois, era carregado até o topo do morro, para a caixa de embarque. Dali, o carro de boi o transportava até o bairro Pinheirinho, onde era colocado nos vagões do trem.Muitas mulheres da família, em sua juventude, trabalharam como “escolhedeiras”: Helena Brunel (Meller); Maria Brunel (de Mattia); Décia Dário (Brunelli); Tereza Colombo (Brunel); Edir Maria Meller e outras.







Uma família muitas histórias

Dirlene Brunelli
Impressão: MEG Mário Editora e Gráfica Ltda.Tiragem: 350 unidadesDiagramação: Delir Brunelli / Marcos MilioliCapa e tratamento de fotos: Jaqueline Brunelli BorgesDigitação: Dirlene Brunelli BorgesRevisão: Delir Brunelli