sábado, 30 de maio de 2009

HISTÓRIA DO BRASIL

VOCÊ SABIA QUE O
DINHEIRO COLONIAL MAL
CABIA NA CARTEIRA?

Ilustração Lula


Nem sempre o dinheiro foi assim do jeito que conhecemos hoje. Na época em que o Brasil era colônia de Portugal - o que começou no século 16 e foi até o início do século 19 -, produtos agrícolas e metais valiam como dinheiro. Com o tempo, o dinheiro foi mudando, sendo padronizado até, digamos, caber na carteira.
Veja só que curioso: para muitos historiadores a primeira moeda a circular no Brasil era doce, isso porque como o principal item de exportação do Brasil Colonial era o açúcar, passou a ser ele a principal moeda de troca nas negociações. Se você está pensando que em vez de levar notas e moedas na carteira as pessoas carregavam sacos e mais sacos de açúcar quando queriam comprar algo, acertou em cheio! Da mesma forma, o tabaco, o ouro e a prata também foram elementos de troca.
Paralelamente a esses produtos, circulavam algumas moedas semelhantes às que conhecemos hoje, mas eram artigo raro! Numa população formada, em sua maioria, por escravos e pessoas muito pobres, esse tipo de dinheiro se restringia aos mais nobres. Essas primeiras moedas a circular no Brasil Colônia eram prensadas na Capitania de São Vicente – região onde hoje fica a cidade de Santos, no estado de São Paulo. Elas eram feitas de ouro e chamadas de são-vicentes e meio são-vicentes.
Com a chegada da Família Real portuguesa, em 1808, a procura por moedas aumentou. Isso porque toda a Corte veio para a colônia, principalmente para o Rio de Janeiro, que se tornou a sede do governo português. D. João VI, o rei, autorizou a confecção do dinheiro real — feito em ouro, prata e cobre, de formato circular e em tamanhos variados. As moedas mais valiosas eram as de ouro e prata; as de cobre, de menor valor, eram usadas na compra de miudezas.
Mais tarde, o papel-moeda também foi emitido, o que resultou na fundação do Banco do Brasil, que existe até hoje e é o primeiro banco do país. O dinheiro de papel era, na verdade, uma espécie de bilhete no qual se podia escrever a quantia e assinar, como na folha de cheque atual. E foi assim que o dinheiro começou a caber na carteira...
Carlos Gabriel Guímarães,
Departamento de História,
Universidade Federal Fluminense.

CIÊNCIA HOJE – 2ª Edição -maio/08. p. 07

200 anos da chegada da

família real ao Brasil



CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA
UM PRESENTE PARA O FUTURO


A mais recente Constituição brasileira, a lei máxima do nosso país, completou 20 anos em 2008.
... Os militares governaram o Brasil de 1964 a 1985, instalaram o chamado regime ditatorial. A ditadura militar restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos contrários aos seus ideais. Não havia mais liberdade expressão, mas há quem diga que este foi um período em que o país se desenvolveu muito do ponto de vista econômico. Será?


No passado

Constituições não faltam na história do Brasil. A primeira surgiu em 1824, quando o país ainda era um Império. A segunda chegou em 1891, com o Início da República. Depois, houve as constituições de 1934, 1939, 1946, 1967 e, por fim, de 1988. Houve, ainda, uma emenda à Constituição de 1967 que valeu como uma Constituição propriamente dita em 1969. Vamos, então, conhecer curiosidades de algumas Constituições brasileiras?

* Para eleger os representantes da população que fariam a Constituição de 1824, só os homens podiam votar e apenas os que tinham uma certa renda, medida pela quantidade de mandioca que a pessoa podia comprar. Por isso, a Constituição de 1824 ficou conhecida como a Constituição da Mandioca.
* A Constituição de 1891 também previa que apenas os homens podiam votar, mas os analfabetos, não. Por conta disso, poucos brasileiros podiam ir às urnas para eleger os seus representantes.
* As mulheres puderam votar para eleger os representantes que teriam a missão de criar a Constituição de 1934.
* A Constituição de 1937 ficou conhecida como “A Polaca”, pois imitava a de países que tinham governos autoritários na época, como a Polônia.
* A Constituição de 1824 durou 65 anos, a da República durou 39 anos e a de 1988 já tem 20 anos.
* Existem partes da Constituição Federal de 1988 que não podem ser alteradas. Por exemplo, a que cuida dos direitos fundamentais dos cidadãos, a que estabelece que o Brasil é uma República — ou seja, um país governado por meio de representantes do povo, que trabalham para atender ao interesse geral dos cidadãos — e a que o define como uma Federação — isto é, uma nação em que os estados têm certa autonomia, podendo ter leis e governantes próprios.
CIÊNCIA HOJE – 2ª Edição - Nov/08. p. 3

Um comentário:

  1. Clemente, hoje é domingo, e tu criastes este blog na sexta-feira e já tens textos com atividades prontas para os teus alunos????? Tu és demais, cara! Muito bom mesmo!!! Era exatamente este, o objetivo! Grata por acreditar nas possibilidades pedagógicas da tecnologia e por confiar no meu trabalho!!! Bjos da Mafa

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